O novo tratamento para Alzheimer: esperança

O primeiro tratamento dedicado a combater a doença de Alzheimer aprovado em 18 anos é fruto de muita pesquisa e traz um grande impulso para os pacientes. O aducanumabe busca atuar na causa subjacente do Alzheimer e não nos seus sintomas.

GRANDE IMPULSO PARA O TRATAMENTO DE ALZHEIMER

Para combater os males que o Alzheimer causa, o aducanumabe tem como alvo  a amiloide, proteína responsável por formar aglomerados anormais no cérebro. Esses aglomerados podem danificar as células, desencadeando a demência e trazendo como sintomas os problemas de memória e comunicação, além do aumento crescente de confusão mental.

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O laboratório Biogen concluiu em suas pesquisas que o medicamento tem apresentado respostas positivas quando administrado em doses mais altas. Além disso, também é possível notar uma diminuição significativa no declínio cognitivo dos pacientes com a doença.

FUNCIONAMENTO CONTRA O ALZHEIMER

Sendo um anticorpo que atua nas placas amiloides cerebrais, o aducanumabe obteve resultados otimistas para quem tem comprometimento cognitivo leve (CCL). Essa condição é o quadro que precede a doença de Alzheimer. Com doses maiores de medicação, tem sido possível ver resultados também nos estágios mais avançados de demência.

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A medicação é aplicada a cada 4 semanas, via intravenosa, continuamente. Os pacientes participantes das pesquisas que receberam o componente ativo apresentaram diminuição das placas amiloides cerebrais, enquanto os indivíduos que foram medicados com placebo não apresentaram mudanças significativas.

QUEM PODERÁ FAZER O TRATAMENTO?

Estima-se que as pessoas com um diagnóstico definitivo da doença ainda em estágio inicial e permanecem na casa dos 60 ou 70 anos sejam as mais elegíveis para utilizar o aducanumabe. Como muitos tratamentos para a doença fracassaram na última década, atualmente a resposta tem sido por meio das terapias utilizadas para controlar alguns sintomas.

Exercícios mentais são uma forma de manter-se ativo, principalmente na terceira idade.

Um forma de retardar a progressão da doença, porém pode se tornar ineficaz nos casos mais graves e avançados. No entanto, ainda estão sendo desenvolvidos mais testes para verificar a real vantagem terapêutica do medicamento, para a total aprovação que permitirá a comercialização.

É IMPORTANTE LEMBRAR

Somente um médico pode diagnosticar corretamente a doença de Alzheimer, portanto é fundamental fazer uma consulta para avaliar quais são as possíveis causas para um quadro de déficit cognitivo na velhice ou mesmo na idade adulta.

As medicações para controlar os sintomas do Alzheimer já existem, são aprovadas e fazem toda a diferença no dia a dia da família do paciente, pois agem no controle da apatia, inquietação, agitação, entre outros sintomas.

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A aprovação desse medicamento é considerada um marco promissor e resultado de um grande esforço científico. Apesar de não ser uma esperança de cura definitiva, é uma ferramenta a mais para trazer conforto aos pacientes em estágio precoce.

Você tem algum familiar com condições de demência? Tire suas dúvidas com um neurologista para definir um possível diagnóstico e poder iniciar os tratamentos adequados da melhor maneira.

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Fontes: UnaSUS | Ministério da Saúde | PEBMED